Que forma tinhas de brilhar,
como era linda tua aura
quando exprimias em seus finos lábios
o sorriso sublime...
Onde está agora
a alegria - que me pulsava o sangue ao te encontrar?
O que nublou o Sol que raiava em teu olhar?
O que desafinou em sua canção?
O que derrubou o teu olhar?
Que antes penetrava com transbordante confiança pelo meu
e o preenchia com alegrar...
Sinto falta daquele teu calor,
que agora esfria e morre, desfalece na minha frente
e não consigo ajudá-la a lutar...
deslizando montanhas de ideias / às vezes profundas / às vezes banais / sempre caóticas
domingo, 19 de dezembro de 2010
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Meu eterno amor, meu eterno mar...
Mergulhei
no límpido
verde
caribenho de seu olhar.
Atravessei seu oceano e
Atravessei seu oceano e
na sua praia
acabei por me afogar.
Mas acordei
em porto seguro
e a direção
do Sol
apontou
o teu horizonte...
o meu caminho futuro...
Me aconcheguei
em seu embalo,
seu balançar.
Me fez sentir o que é
Me fez sentir o que é
ser banhado
por amor,
ô meu eterno mar...
Apenas em ti navego,
pra onde me levarem suas águas
e ainda contemplo,
e ainda contemplo,
em tua sorridente face,
o límpido olhar
o límpido olhar
que lavou minhas
antigas mágoas...
Lavação
Você vem com suas meia verdades
e espera que eu faça um mea culpa
mas logo estamos lavando meias sujas
desde o Sol à pino até a meia Lua
a gente começa no meio da rua
e continua...
e espera que eu faça um mea culpa
mas logo estamos lavando meias sujas
desde o Sol à pino até a meia Lua
a gente começa no meio da rua
e continua...
Eras glacial (coração peludo)
Dias frios mudaram seu coração,
contra o gelo cobriste-o de pelos-
evoluíram na glaciação -
e acostumou-se a sempre tê-los.
Agora, dou a ti um palpite,
em pouco derreterá o gelo -
pelos ciclos de Milankovitch -
não mais irá precisar de pelos.
Sua elipse se aproxima do calor,
seu sangue, quente, volta a pulsar
e dá à pele coloração.
Volta o coração de seu torpor,
alguma luz brilha em seu olhar
e o tempo cuida da evolução...
contra o gelo cobriste-o de pelos-
evoluíram na glaciação -
e acostumou-se a sempre tê-los.
Agora, dou a ti um palpite,
em pouco derreterá o gelo -
pelos ciclos de Milankovitch -
não mais irá precisar de pelos.
Sua elipse se aproxima do calor,
seu sangue, quente, volta a pulsar
e dá à pele coloração.
Volta o coração de seu torpor,
alguma luz brilha em seu olhar
e o tempo cuida da evolução...
Te encontrei
Em teus olhos, de um límpido e arrebatador azul-verde caribenho
em teu olhar mais que penetrante
em tua boca mais que suculenta
em teus lábios macios em se amassar
em teus gestos intimidadores
tens o feitiço de Afrodite
tens a voz de sereia - não no canto, mas no sussurrar-
e na dança, sob o luar, lavou-me com sangue de um novo ciclo
fizeste tua bruxaria
teus rituais passionais
me embebedaste com teu sabor
me inebriaste com teu perfume
me contaminaste com tua pele viciante
e rasgaste a minha
fizeste saltar meu coração até senti-lo bater à boca
me entorpeceste, me viciaste, me enfeitiçaste,
me descompassaste, me destrinchaste, me desmanchaste,
me corroeste, me descarnaste, me desnudaste, me desataste,
me apaixonaste, me enlouqueceste,
me embobalhaste...
ou seja,
amo-te...
em teu olhar mais que penetrante
em tua boca mais que suculenta
em teus lábios macios em se amassar
em teus gestos intimidadores
tens o feitiço de Afrodite
tens a voz de sereia - não no canto, mas no sussurrar-
e na dança, sob o luar, lavou-me com sangue de um novo ciclo
fizeste tua bruxaria
teus rituais passionais
me embebedaste com teu sabor
me inebriaste com teu perfume
me contaminaste com tua pele viciante
e rasgaste a minha
fizeste saltar meu coração até senti-lo bater à boca
me entorpeceste, me viciaste, me enfeitiçaste,
me descompassaste, me destrinchaste, me desmanchaste,
me corroeste, me descarnaste, me desnudaste, me desataste,
me apaixonaste, me enlouqueceste,
me embobalhaste...
ou seja,
amo-te...
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