deslizando montanhas de ideias / às vezes profundas / às vezes banais / sempre caóticas
sexta-feira, 28 de julho de 2023
Uma conversa qualquer
sexta-feira, 23 de junho de 2023
No presente há dor
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021
Minha queda, minha base
Um carro se perdeu na curva e invadiu a contramão, sendo atingido com força. A batida foi muito feia: peças de carro voando por todos os lados, sonhos e vidas também. Foi por esse momento que se rasgou meu peito, minha mente e minha alma. É desses eventos que deixam marcas eternas. É quando as ações de um único momento impactam toda a posteridade. É o bater de asas da borboleta.
Eu chorei, eu sofri, eu desabei em queda livre. E eu nem tinha ideia do que era tudo aquilo. Só tinha sentimento, sofrimento e saudade. Perdi grande parte da minha base, que até hoje não achei e sei que não acharei mais. Existem colos que são insubstituíveis.
E foi aprendendo com esse sofrimento, com essa sensação de estar solto e vulnerável em um mundo agitado e bruto, que hoje procuro dar o abraço, o colo e a base que forem necessários para uma parceria reconfortante, ou para um crescimento saudável, para aqueles que estão próximos a mim.
Quero eu ser uma base, uma rede de segurança que possibilite aos outros tentar saltos maiores, sem que sintam tanto medo da queda.
sábado, 24 de junho de 2017
Sobre passar cafés e o tempo...
quinta-feira, 15 de setembro de 2016
domingo, 26 de outubro de 2014
Me diga
se a falta que eu sinto
de seus lábios, seus abraços
e seu calor a me envolver
é amor.
De dia,
um sorriso me acomete
e sua imagem se repete,
me fazendo amanhecer
com louvor.
Antiga,
sua foto se revela,
qual paisagem na janela
ao entardecer,
um torpor.
Vazia,
a minha noite se anuncia,
quando, no final do dia,
posso perceber
minha dor.
Eu sinto
em meu leito essa saudade,
com intensa intensidade,
que me faz estremecer
de pavor.
Confirmo,
com o violão iluminado
(num reflexo molhado
que pareceu até chover),
que o que sinto
por você
é amor.
Ruínas em construção
em que permeava no ar
o odor caramelo das maçãs do amor.
Toda vida preenchia o material e ali se encerrava.
Toda certeza tinha seu altar
e seu quarto de veneração.
Os heróis estavam imunes e altivos.
Hoje, só o que me resta de concreto
são as ruínas de um antigo palácio de festas.
Onde a Lua, quando não o invade totalmente,
salpica o chão de estrelas
e as poucas paredes que se aguentam
estão recheadas de frestas e buracos.
Isso é só a ação do tempo,
quebrando as linhas retas.
As revoluções acumulando
suas ações na história.
E a natureza mostrando sua resiliência
frente ao que é simples artifício.
E assim seguem as minhas ruínas,
em permanente construção...