O sangue que escorre nas ruas vaza dos poros cansados de suar. Pessoas exaustas em seus pequenos mundos de metal, plástico, borracha e estofado.
Olhos cansados de lacrimejar tanta fumaça e reflexo de vidraças. As ruas transbordam deste sangue que perdemos de graça, além daquele que damos para sobreviver.
Dos ouvidos vazam os motores, as buzinas e as sirenes, que ecoam em nossos cérebros quase liquefeitos.
Das gargantas e narizes escorrem os gritos diários e o seco ar de concreto armado. É este sangue que preenche as ruas. É este sangue que nos afoga.
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