domingo, 2 de agosto de 2009

Adeus

Geladas lâminas que atravessam o peito,
um sangramento que não se pode estancar.
Os olhos dela foram o próprio leito,
a fria cama onde fui deitar.

O perfume de suas flores amargas,
o trovão saiu de sua garganta,
a chuva inundou minha alma,
o diabo lenvanta, sorri e canta.

Ela que foi a mim um eterno verão,
de brisas quentes e tempo bom.
O inverno chegou sem pedir,
sem que ao menos eu previsse.

A única palavra que não queria ouvir,
foi a única palavra que ela disse.

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