sábado, 29 de agosto de 2009

Mesmo sabendo das consequências

Caminho sozinho à noite
a chuva começa a cair em pingos fracos
mesmo sabendo das consequências
acendo mais um cigarro
Caminho a passos lentos
a rua vazia em tons amarelados da iluminação
o cigarro acaba
mesmo sabendo das consequências
atiro a bituca ao chão
Minha mente desligada do corpo
não se importa com qualquer perigo
a gelada chuva agora cai pesada
mesmo sabendo das consequências
não procuro abrigo
Sinto o ar que gela os pulmões
penso na falta que ela me faz
ela que nada quer comigo
mesmo sabendo das consequências
empunho meu celular e para ela eu ligo

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