E o céu disse: -É à mim que devem eles obediência.
E o mar não consentiu: -De ti não obedecem nem mais os limites.
O céu em sua fúria esbraveja: -Raios e trovões, quem nesse mundo nunca bebeu de minha água que se pronucie.
-A água que carregas é apenas vapor, não passa de nuvens passageiras.
O céu se fecha enfurecido com chuvaradas e vendavais.
O oceano abre um breve sorriso e comenta: -Sabes que tua fúria me atinge somente a superfície,
e sabes que no fundo estou em paz com minha verdade. Não importa que nem todos saibam,
mas fico tranquilo pois tenho certeza, que à mim, um dia todos voltarão...
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