A paisagem muda,
mudam-se as figuras e mudam-se os figuras.
O bonde anda e não há arreio para lhe parar,
e agora anda como bala.
Alcança velocidade supersônica... e a paisagem muda.
Caem os edifícios antes imponentes,
caem as pequenas casas ao sopro do lobo,
caem as perfeições da natureza.
É uma transação cada vez mais natural,
é uma transição cada vez menos gradual,
é um chute no peito de um velho que morre.
Explode em cores na escuridão,
deixa as marcas nas camadas da evolução.
Transforma o cenário em restos e escombros sobrepostos,
limpados à retro escavadeira,
e escondidos à rolo compressor.
E para que isso? Para que emerja o novo,
o mais novo, o super novo
o hiper novo,
e que suma a pista que o pariu...
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